Falso Jornalista e Chantagista Maka Mavulo Moniz Mussa Garcia
LUANDA – As autoridades angolanas e a classe jornalística estão em estado de alerta face às actividades de Moniz Garcia, conhecido pelos pseudônimos Mussa Garcia ou Maka Mavulo. O indivíduo, que reside atualmente na Indonésia, é acusado de se passar por jornalista investigativo para extorquir figuras de relevo no cenário político e empresarial de Angola.
Circula nos ultimos dias dois audios, onde o mesmo mente ser dono de um portal de noticias denominado Agita News, tentando negociar uma suposta materia ligada aos empresários Silvestre Tulumba e General Tavares, o que não surgiu efeitos após descoberta de que a fonte das noticias falsas, não era o Mario Durão, como fez crer Maka Mavulo para ludibriar o empresario Ti Metade.
O “Modus Operandi” Tecnológico
Embora se apresente como profissional da comunicação, apurou-se que Moniz Garcia é, na verdade, engenheiro informático. Utilizando os seus conhecimentos técnicos, o suspeito terá criado uma rede de mais de 25 portais de notícias falsos, utilizados como plataforma para a disseminação de informações tendenciosas seguidas de chantagem.
Entre os sites identificados na sua rede de influência constam nomes como:
- Makamavulo, CCNAngola, Correio da Manhã (falso), Confidence News, Folha de Luanda, Ecos e Factos, O Secreto News, MidiaGrupo, Jornal Visão e Correio de Angola.
Vítimas e Valores Envolvidos
De acordo com relatos de empresários que preferiram manter o anonimato, as acções de extorsão atingiram valores astronómicos. Estime-se que, entre 2024 e 2026, o falso jornalista tenha conseguido extorquir 40 milhões de Kwanzas.
A lista de alvos inclui personalidades e instituições de prestígio, tais como:
- Políticos e Oficiais: General Miala, General Tavares, Norberto Garcia e Ernesto Muangala.
- Empresários e Gestores: Silvestre Tulumba, Tomasz Dowbor (Grupo Boa Vida) e os PCAs da Sonangol (Sebastião Gaspar Martins) e da Catoca.
- Empresas: Grupo OPAIA e SUAVE Angola.
Ilegalidade e Falta de Credencial
A Comissão de Carteira e Ética (CCE) e o Sindicato de Jornalistas Angolanos já confirmaram que não existe qualquer registo profissional em nome de Moniz Garcia ou dos seus pseudônimos. Em comunicado implícito, as instituições apelam à cautela, reforçando que o exercício do jornalismo por indivíduos não habilitados configura um crime e coloca em risco a integridade das vítimas.
“Estamos perante um caso de burla e chantagem digital, onde a fachada do jornalismo é usada apenas como ferramenta de coação,” afirmam especialistas do sector.
As autoridades recomendam que qualquer tentativa de contacto ou ameaça proveniente destes portais seja imediatamente reportada aos órgãos de investigação criminal, visando travar o fluxo de capitais ilícitos para o estrangeiro.