EX-PCA do Banco Sol Coutinho Nobre Miguel ACUSADO em desviados milionários com Dilma Álvares Ganga

Nas últimas semanas, vieram a público denúncias que levantam sérias suspeitas sobre um alegado desfalque no Banco Sol, envolvendo funcionários da instituição e figuras ligadas a organismos políticos e administrativos. O caso, segundo fontes internas, revela falhas graves nos mecanismos de compliance e controlo interno do banco, que enfrenta há meses dificuldades financeiras e rumores de insolvência.

De acordo com informações obtidas por este jornal, o montante em causa poderá ultrapassar 200 milhões de kwanzas, desviados de forma sistemática desde 2022. As investigações preliminares apontam como principais envolvidas Dilma Patrícia Álvares Ganga (Conta Bancaria 4998371010001), então subgerente do Banco Sol, Suzana de Melo, secretária para Administração e Finanças da OMA e deputada da Assembleia Nacional, e Josemar Alfinete, financeiro da mesma organização feminina do MPLA (Conta bancaria – 735030710001).
Segundo relatos de funcionários do banco, os fundos terão sido transferidos para diversas contas bancárias, incluindo as de familiares diretos da subgerente, como a sua tia, e para contas da empresa Yangue Conta (bancaria 005388530210004), pertencente às filhas do ex-presidente do Conselho de Administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel. As movimentações foram alegadamente realizadas sem o consentimento das titulares, recorrendo a documentos falsos e operações não autorizadas.
Fontes ligadas à instituição referem que as proprietárias da empresa Yangue já foram chamadas para prestar esclarecimentos junto aos órgãos competentes do banco, numa tentativa de compreender as circunstâncias em que as suas contas foram utilizadas. Até ao momento, contudo, apenas Dilma Patrícia Álvares Ganga encontra-se detida, o que levanta suspeitas de possível encobrimento político das restantes pessoas implicadas.
O Observaangolanews, sabe que em 2024. num outro Escândalo de Corrupção: Tribunal arquiva Caso após Coutinho Nobre Miguel devolver 95 milhões de Kwanzas.
O juiz Jerson Damião, da 3ª Secção do Tribunal de Comarca de Luanda, deu por encerrado o processo nº 983/24, no qual Coutinho Nobre Miguel, Ex-CEO do Banco Sol, foi acusado de desviar 200 mil dólares americanos, equivalente em Kwanzas. Inicialmente, o réu devolveu metade dessa quantia, e, no final de outubro, restituiu os 95 milhões de Kwanzas, equivalente a 100 mil dólares, que haviam sido retirados da conta bancária de seu antigo sócio, Ernesto Samaji.
A acção judicial foi marcada por denúncias envolvendo o próprio juiz. O Decreto havia revelado que Jerson Damião teria se envolvido no caso, ao não agendar a sessão de julgamento por influência do advogado de COUTINHO, Sérgio Raimundo, que veio a ser negado pelo próprio.
Em sua denúncia, Ernesto Samaji acusou Coutinho Nobre de desviar parte do valor da venda de um terreno, que foi intermediada pelo ex-bancário, para fins pessoais. No entanto, fontes próximas a Coutinho negaram as acusações e afirmaram que ele apenas tentou ajudar Samaji, apresentando um comprador para o terreno com o intuito de resolver uma dívida pendente.
Na manhã deste domingo, Ernesto Samaji confirmou a O Decreto o arquivamento do processo, após Coutinho ter devolvido os 95 milhões de Kwanzas: “Eu nem sequer queria aceitar, mas, depois de tanto tempo, acabei sendo aconselhado a aceitar. O processo já durava oito anos, e meu advogado sugeriu que seria melhor resolver logo a situação. Então, acabei cedendo”, explicou.
Este portal procurou contactar o Banco Sol para obter esclarecimentos oficiais sobre o caso, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição. A ausência de um comunicado institucional tem alimentado o descontentamento entre funcionários e clientes, que denunciam falta de transparência e alegada proteção de quadros influentes.
Analistas financeiros consultados pelo Observa Angola consideram “preocupante” que uma instituição bancária em situação frágil continue a ser associada a práticas de má gestão, abuso de confiança e desvio de fundos, alertando que tais episódios comprometem a credibilidade do sistema financeiro nacional.
A sociedade civil e entidades ligadas à banca defendem uma investigação rigorosa e imparcial, com responsabilização de todos os envolvidos, independentemente dos cargos que ocupem ou das suas ligações políticas.
“Casos como este afetam diretamente a confiança do cidadão nas instituições financeiras e na justiça. É urgente transparência e responsabilização”, comentou uma fonte ligada ao setor bancário.
O processo continua sob investigação, e novas diligências poderão determinar a extensão dos danos e identificar outros eventuais beneficiários do alegado esquema.